Coleção Astrup Fearnley é destaque na Bienal de São Paulo


A Bienal de São Paulo comemora 60 anos enquanto o público vai ter a chance de entrar em contato, pela primeira vez, com alguns dos maiores nomes da arte contemporânea internacional. Em nome dos artistas – Arte contemporânea norte-americana na Coleção Astrup Fearnley, exposição que ocupará o Pavilhão da Bienal entre 30 de setembro e 4 de dezembro, irá exibir um conjunto de 219 obras do acervo do Astrup Fearnley Museum of Modern Art, de Oslo, na Noruega.
Nomes como Jeff Koons, Matthew Barney, Richard Prince e Cindy Sherman, por exemplo, estarão representados individualmente em grandes séries de obras inéditas no país. Em diálogo com essa geração de artistas, Em nome dos artistas irá apresentar ainda um conjunto de trabalhos do britânico Damien Hirst – outro grande referencial da arte contemporânea.
Com curadoria de Gunnar Kvaran, diretor da instituição norueguesa, a exposição representa um momento importante na história da Bienal. Após a retomada de seu prestígio no Brasil e no exterior – com a realização, em 2010, da 29ª Bienal de São Paulo – a Bienal passa a promover grandes mostras nos anos em que não realiza o seu principal evento.
O recorte da coleção que será apresentado na Bienal traz obras de 50 artistas norte-americanos de diferentes gerações, perfazendo um arco temporal cuja abrangência se inicia na década de 1980 e chega até os dias atuais. Entre o grupo de artistas mais consagrados, há ícones como Jeff Koons, Cindy Sherman, Richard Prince, Robert Gober, Nan Goldin, Sherry Levine, Felix Gonzalez-Torres, Lousie Lawler, Charles Ray, Christopher Wool e Shirin Neshat.


 
De Jeff Koons, um dos artistas contemporâneos mais influentes do mundo, serão expostas 13 obras, dentre elas Three Ball Total Equilibrium Tank(1983), na qual o artista posiciona três bolas de basquete pairando imóveis dentro de um aquário cheio de líquido translúcido. De Cindy Sherman, uma das maiores representantes da arte da apropriação, a mostra também irá exibir 13 obras, todas inéditas no Brasil.
O Museu de Arte Moderna Astrup Fearnley é uma instituição privada em Oslo, Noruega, que coleciona e exibe arte contemporânea internacional. Embora tenha sido inaugurado apenas em 1993, a história de sua coleção data dos anos 1960. A Coleção Astrup Fearnley sempre se concentrou em artistas e trabalhos individuais e não em movimentos ou períodos históricos – um enfoque diversificado na aquisição de grandes obras de arte contemporânea que desafia os limites dos cânones artísticos. 

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